O Luthier

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Celso Pinto Desde cedo que me descreviam um miúdo rápido e demasiado curioso para cair nas graças dos adultos que sempre me aborreceram e proibiram de desmontar os meus brinquedos. Descobri que era míope quando, em 1986, a minha professora da 1ª classe me pregou um par de estalos depois de não ser capaz de responder à pergunta escrita no quadro, a 5 metros das minhas 7 dioptrias. Obrigado, professora Eugénia.

Sempre fui um indivíduo virado para a tecnologia e para as coisas práticas. Ao longo do tempo tentei disciplinar-me, conjugando a multidisciplinariedade dos meus interesses, desenvolvendo um interesse progressivo pela música, artes gráficas e Bolicao.
Fui buscar a minha base académica à FEUP, no curso de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, onde desenvolvi alguns projectos de processamento digital de sinal para aplicações áudio.

Em 1999 fiquei em primeiro lugar no 1º Concurso de Guitarra Eléctrica, promovido pela Legato. Nos dias de hoje passo muito mais tempo com a guitarra mas nem quero imaginar qual seria a classificação num concurso desse género. Darwin não explica e Freud também não.

Seguiu-se uma temporada de 2 anos no jornal BLITZ onde escrevi uma porrada de artigos sobre música, instrumentos e áudio profissional no suplemento BLITZ Pro. Entretanto o jornal passou a revista e o suplemento passou à história.

Em 2005 decidi que o que faço desde os 16 anos seria a minha profissão e o meu negócio: Afinas ou Não Afinas? - um atelier de construção, reparação, manutenção e restauro de instrumentos musicais especializado em instrumentos de corda eléctricos e acústicos e equipamento de amplificação a válvulas. Tratando-se de uma actividade desenvolvida desde 1996, a experiência acumulada juntou-se à necessidade que o mercado denuncia: a falta de profissionais credenciados e simultaneamente dotados de sensibilidade musical, técnica e artística. Acredito que, forçando o grau de exigência dos meus clientes, irei prestar um serviço progressivamente melhor

À procura de novas técnicas, abordagens e competências, viajei para os Estados Unidos, onde estudei e aprendi com Bryan Galloup (companheiro de longa data de Dan Erlewine), Russell Olmsted, Sam Guidry e Justin Paddock.

Quando não estou no atelier a construir, reparar ou restaurar instrumentos de corda, poderei encontrar-me num qualquer país a acompanhar o Lee Ranaldo dos Sonic Youth enquanto técnico de guitarras e amplificação.

Até um dia destes,
Celso