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You spin me round

afinas ou não afinas fender telecaster widerange pickup routing

Já não escrevia aqui há uns tempos mas, há cerca de meia dúzia de entradas atrás, modifiquei uma Fender Telecaster, onde coloquei um humbucker da Bare Knuckle. Agora temos outra Telecaster (gosto muito de Telecasters e não há nada a fazer). Espetei-lhe com um pickup Wide Range na posição do braço e aproveitei para dar uma voltinha ao meu brinquedo novo: uma fresadora. A precisão dos cortes e a versatilidade da máquina justificam a quantidade de pessoas que ajudaram a transportá-la para a sala das máquinas do atelier. Foi um dia transpirado.

afinas ou não afinas fresadora milling machine pickup routing widerange fender telecaster custom

Como resultado temos agora uma espécie de Telecaster Custom ’72 que, entretanto, já seguiu viagem para Leiria.

afinas ou não afinas fender telecaster modified widerange final

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Murder, death, killswitch

telecaster rewiring killswitch 4 pole 5 way bare knuckle afinas ou nao afinas celso pinto luthier porto

Volta e meia pedem-me para me divertir com a electrónica dos instrumentos. Neste caso a ideia é tornar uma Telecaster um pouco mais versátil e stage-ready. Coloquei um par de pickups Bare Knuckle (VHII e Black Guard), um killswitch e um selector de 4 pólos com 5 posições, onde é possível aceder a todas as combinações convencionais com o humbucker ou single coil na posição do braço. Um simples potenciómetro push-pull seria suficiente, mas a permutação entre combinações seria um nadinha mais elaborada. Evidentemente, tive de remodelar a cavidade para o pickup da posição do braço e, a pedido do meu cliente, a orientação da placa da electrónica foi invertida.

A tabela de combinações é então a seguinte, estando assinaladas com um asterisco as posições convencionais de uma Telecaster:

1ª posição: neck (full humbucker)
2ª posição*: neck (coil split)
3ª posição: neck (full humbucker) + bridge
4ª posição*: neck (coil split) + bridge
5ª posição*: bridge

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Considerando o espaço reduzido da cavidade da electrónica, não há forma de fazer este trabalho sem deixar emancipar uma certa obsessivo-compulsividade e, enfim, manter a casa arrumada.

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A juntar ao killswitch, temos um condensador Vitamin Q e um outro, cerâmico, como treble bleed, para preservar o registo de frequências mais agudas enquanto se reduz o volume.

Et voilá. Uma vez mais, a Bare Knuckle não desilude.

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Amp land

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Oh no! Mais uma mão cheia de 6 amplificadores a válvulas. Polidactilia é o termo apropriado.
No sentido horário:

– THD Bivalve;
– Mesa Boogie Lonestar Classic;
– Simms-Watts Plexi 100;
– Ampeg Reverberocket 50;
– ’78 Fender Super Twin Reverb;
– Marshall JTM60.

One Mississippi, Two Mississippi

afinas ou nao afinas vibrolux abrunhosa marco nunes bruno macedo

Ali ao fundo, um exemplo apropriado de dois amplificadores supostamente iguais, com um temperamento completamente distinto. Um par de Fender Vibrolux Reverb. A diferença justifica-se pela escolha de válvulas, que oferecem flexibilidade suficiente para contextualizar a característica deste amplificador com cada um dos seus donos. Podem ouví-los nas mãos do Marco Nunes (Pedro Abrunhosa & Comité Caviar) e do Bruno Macedo (Blind Zero).

Jägermeister // Keep on dancing

fender jaguar refret

Esta Fender Jaguar é do João Vieira (X-Wife) e esteve cá há uns tempos para um fretjob, estavam os X-Wife em aquecimento para as gravações do novo álbum, nos estúdios da Valentim de Carvalho.

Entretanto já passaram uns meses e as fotos estavam a ganhar pó. Parece-me ser um óptimo pretexto para colocá-las aqui no blog e dizer que o novo single já está disponível e podem descarregá-lo aqui. Ide ouvir e bater o pé!

fender jaguar x-wife

Route 66

fender mustang 66

Já há muito que esta guitarra deveria ter entrado para este blog. As fotos chegam mesmo a tempo do primeiro aniversário do atelier Afinas ou Não Afinas? na rua do Breyner.

É uma Fender Mustang de 1966 e, além do peso dos anos, carrega também três generosas camadas de tintas e vernizes. Como já tinha referido anteriormente neste blog, o vermelho Dakota foi reprimido pela cor azul, no tempo de Salazar. Uns anos mais tarde, descontente com o azul FCP, a guitarra foi novamente pintada de preto. Está então na altura de devolver a dignidade a esta guitarra. Inicialmente foi ponderada a cor Daphne Blue, Sonic Blue até que finalmente decidi, em cojunto com o cliente, que o projecto passaria por devolver a guitarra ao seu estado original, na medida do possível. Em termos de acabamento, tentarei replicar o estado actual da guitarra, não tivesse ela sido sujeita aos processos que descrevi.

Contudo, os problemas da guitarra não se resumiam ao acabamento: os trastos estavam em péssimo estado, a pestana partida, algumas das ferragens a precisar de uma boa dose de TLC.

mustang pickguard
O chanfro desta pickguard não escapou à tinta preta.

mustang fretboard coming off
E os problemas continuam. A escala está descolada.

finishing schedule nitro
Antes de começar seja o que for, faço uma planificação dos passos seguintes e são feitas várias anotações para referência futura.

vintage mustang stripping finish
Aqui podemos apreciar a quantidade de tinta que camuflava o, ainda intacto, Dakota Red. Se não estou em erro, podem ver-me de raspador nas mãos a trabalhar nesta guitarra, no vídeo de apresentação Afinas ou Não Afinas? em 30 Segundos.

mustang stripped finish
Aproveitei para deixar visível um pouco da cor original, para a fotografia. Foi bom constatar que o acabamento original ainda lá estava, uma vez que me permitiu ter a melhor referência para acertar a cor.

mustang dakota red nitro
Segue-se então um par de camadas preliminares para a base da cor, que foi então seguida de várias camadas de verniz nitroceluloso.

mustang bone nut
Enquanto tinha o corpo hipotecado na estufa fiz uma nova pestana de osso.

E para terminar:
mustang nitro refin final

mustang nitrocelulose refin dakota red

Muito obrigado ao Ricardo, por me ter confiado este trabalho.

The house of bass

70s precision bass headstock

4 entradas consecutivas sobre baixos no blog. Ufa.

Este é o Precision Bass do Jorge Romão (GNR), dos anos 70. A sessão de spa incluiu uma nova pestana em osso, fretdressing (uma operação que consiste em nivelar, bolear e polir todos os trastos) e uma nova pickguard que, invariavelmente, foi sujeita a envelhecimento precoce, tendo como inspiração a pickguard original.

Juntemos-lhe um conjunto de cordas de calibre .050″-.105″ e estamos prontos para a estrada.

4 bass-related posts in a row. Wow.

This 70’s Precision Bass belongs to GNR‘s Jorge Romão, and it’s his main axe. While in the shop, I had it fitted with a new bone nut, fretdressing (a compound procedure that consists of leveling, crowning and polishing the frets to a shine), as well as a new pickguard, carefuly reliced to the original broken pickguard’s dings and swirls.

Add some .050″-.105″ nickel strings and we’re back on track.

70s precision bass pickguard relic

70s precision bass hardcase