Oct
19

Os Clã destacam-se claramente pela sua música e, no que a mim diz respeito, por pedidos pouco ortodoxos da parte do Hélder Gonçalves.
Desta vez trata-se de uma Epiphone Riviera que é suposto converter para 5 cordas. Tive então que remover uma das cravelhas, fazer uma nova pestana e adaptar a ponte tune-o-matic para esta nova configuração. Isto foi possível produzindo uma sela com uma largura superior à habitual, para sustentar a 3ª corda, que neste caso é um Ré.


Aproveito para dizer que o Disco Voador, dos Clã, já se encontra em órbita desde Abril. Fica o último vídeo da banda, que é bem porreiro. A música chama-se Asas Delta.
Sep
17

Perguntaram-me se seria possível alterar a aparência de uma escala de pau rosa, deixando-a com a cor tão parecida quanto possível à do ébano (negra ou castanha escura).
Existem várias formas de obter este tipo de resultados. Há quem utilize graxa para sapatos, por exemplo. Aqui, utilizei uma solução química diluída em água destilada com uma capacidade de oxidação bastante forte. É um processo perigoso e, por isso, não irei descrever o procedimento. Don’t try this at home.

Aug
30

Ou muito me engano ou esta é a primeira vez que uma Gretsch vem parar a este blog. E pronto, já está. É uma Gretsch Jet Pro com acabamento em pearloid.
Kinky!
Aug
19
Deixo uma pequena colecção antes-e-depois de alguns trabalhos que passaram por aqui, nos últimos tempos.
1. Uma Les Paul Custom Shop de 1983 com ligações redundantes e mecanicamente débeis:


2. Uma Fender Telecaster Custom, vítima de uma generosa e ineficiente blindagem a grafite, que prontamente substituí por folha de cobre e ligações apropriadas:


3. Uma Gibson Les Paul Studio que deu entrada no atelier com a cabeça partida (não fotografada) e uma mossa bem visível:


4. Mais uma Gibson Les Paul Studio com as selas visivelmente desgastadas, alvo de recuperação. Na primeira foto podemos ver as selas da direita na sua condição original:


Aug
01

Assumidamente gosto de guitarras, mas por vezes aborrece-me que não me cheguem às mãos outro tipo de instrumentos de corda. Este é o primeiro tópico de uma série dedicada a instrumentos menos convencionais.
Neste caso temos uma cítara que tem, pelo menos, 89 anos. Foi oferecida à avó do dono actual na noite de Natal de 1922. O instrumento encontrava-se em mau estado mas consegui recuperá-lo preservando todas as peças originais… com excepção para as cordas. Só avancei com este trabalho depois de me certificar que estava vacinado contra o tétano.
Muito obrigado ao Pedro, pelo patrocínio na quebra da rotina neste atelier.
Deixo-vos algumas fotos.

Um pormenor do grafismo da cítara e do estado avançado de corrosão das ferragens:

Corda a corda, num total de 20.

Esta cítara tem dois acordes – Sol e Dó maior – com 4 cordas para cada um. Às restantes cordas está atribuída a escala diatónica, numa extensão de quase 2 oitavas.

Jul
21
Decidir que ia ser luthier foi a melhor ideia que me poderia ter ocorrido. Trabalho directamente para os meus amigos e com as pessoas que fazem muita da música que ouço.
Deixo aqui dois trabalhos recentes e diferentes. Pela mão do Ed Rocha Gonçalves, temos Best Youth. Pela mão do André Tentugal temos We Trust. Mais tarde deixarei aqui algumas fotos da guitarra do André, que me fez uma visita antes de saltar para o palco do Milhões de Festa, no dia 24 de Julho.
Take it away, Sam.
Jun
21
Tive o prazer de fazer uma muy merecida revisão a este Simms-Watts MKII. Certamente irão ouvi-lo nos próximos trabalhos gravados nos Estúdios Sá da Bandeira, no Porto. Take a peek.
Antes:

Depois:

Jun
03

And play yer guitar.
Uma das várias frases que podemos encontrar dentro de um amplificador THD.